O caso do "pastor" George Alves, as crianças mortas por ele, e os discursos estereótipos e pejorativos das pessoas.

Como todos os capixabas, jornalistas, policiais, políticos e religiosos, estou comovido com o resultado do caso da morte das crianças na cidade de Linhares, norte do Espírito Santo. Tenho acompanhado o caso nos jornais desde o dia do ocorrido. Desde o primeiro dia, muitos de nós, de alguma forma, desconfiamos que havia algo de estranho e suspeito no dito pastor. Por outro lado, é verdade que até a mídia foi enganada com o "depoimento de fé", após a morte das crianças, fazendo matéria em seguida. Mas, expressão facial dele dizia que ele estava fingindo. Era triste acreditar que ele havia feito uma maldade com as crianças!

Neste texto, quero falar dos estereótipos que muitas pessoas tem usado, se aproveitando da tragédia, para desmerecer outros pastores. É ridículo ver que muitos internautas, religiosos, pessoas mal intencionadas, se aproveitam desse caso tão cruel para propagar a má fama de pastores evangélicos, denegrindo a imagem dos evangélicos, com estereótipos, com insinuações pejorativas.

Tenho acompanhado as notícias, os vídeos no YouTube, os posts nas redes sociais e vi que pessoas atacam de forma generalizada os evangélicos, em especial os pastores, considerando-os como falsos e criminosos, igualando-os ao falso pastor George.

Não se pode generalizar. É preciso evitar os estereótipos. No Facebook, um padre de uma cidade mineira, usou o caso do George Alves, inclusive afirmando que a esposa dele também estava presa, para continuar seu discurso de ódio aos evangélicos, usando de uma linguagem pejorativa, com seus estereótipos. Não é porque um "pastor" cometeu tamanha crueldade, sendo um falso profeta ou falso pastor, que todos podem ser vistos da mesma forma. 


Vamos supor que um padre cometa um abuso sexual, é pedófilo, e de fato isso tem acontecido, e então, pergunto: Será que os padres Fábio de Melo, Antônio Maria, Marcelo Rossi, Alessandro, Paulo Ricardo e tantos outros, também podem ser considerados pedófilos? Um advogado comete um crime, todos os outros advogados são criminosos? Se um policial foi flagrado se masturbando em público, podemos dizer que todos os PMs fazem o mesmo? E se na sua família, amigo leitor, seu irmão comete um assassinato, significa que todos da família são assassinos, inclusive você? Se um repórter foi violento com alguém, podemos dizer que todos usam da violência? Se um ateu matar alguém, significa que todos os ateus matam? E se um médico mata crianças no parto, significa que todos matam? Se um jogador de futebol comete um estupro, podemos dizer que todo o time (ou seleção) tem estupradores? É preciso que sejamos mais coerentes, equilibrados, sem tendencionismo, sem usar de estereótipos e insinuações pejorativas.

Diante do caso, as pessoas deveriam considerar que muitos podem se aproveitar e usar o título "pastor", para enganar a muitos e acobertar seus erros. É preciso entender que há pastores evangélicos, assim como padres católicos, de bem, dignos de confiança, que são bons líderes religiosos. E para quem conhece a Bíblia, sabe que ela afirma que o diabo se transfigura em anjo de luz (II Coríntios 11,14). E Jesus afirmou que surgiriam falsos profetas que, se possível fosse, enganariam até os escolhidos (Mateus 24,24). A igreja do passado havia sido alertada que entrariam no meio dos cristãos homens, lobos cruéis, que não poupariam ao rebanho (Atos 20,29). Em outros textos, a Biblia destaca muito o aviso sobre os falsos cristãos e falsos pastores.

Já sabemos que a respeito do George, trata-se de um enganador. Não temos dúvida que ele é um psicopata, um homem cruel. Segundo informações, George era um cabelereiro que havia "se convertido". De fato, conseguiu enganar a muitos com seus discursos de fé e falsa conversão. Quem conhece a Igreja Batista Tradicional, sabe que a igreja onde o George Alves liderava não tem ligação com a Convenção Batista do Espírito Santo, pois sua forma de cultos e fé não condizem com a doutrina e costumes dos batistas tradicionais em relação aos ensinos bíblicos. A Igreja Batista Brasileira também não confirma ninguém para a função de pastor se a pessoa é neófita e sem ter estudado teologia por 4 anos. Depois que o seminarista conclui os estudos ainda passa por um concílio para ver se ele será aprovado. Geoge foi posto pastor sem ter formação teológica. Sabe-se que, infelizmente, muitos falsos líderes, sem formação teológica, se aproveitam do nome Batista, como igreja, para abrirem novas igrejas (e o George Alves fez isso), pois sabem que o nome Igreja Batista é de credibilidade e reconhecimento no Brasil. Infelizmente, não se pode impedir tal coisa.

Por fim, sobre o caso do dito pastor George Alves, acredito que Deus direcionou e usou os peritos para mostrar a verdade e começar sua justiça. "Se o justo recebe na terra a sua punição; quanto mais o ímpio e o pecador!" (Provérbios 11,31). Creio que a justiça de Deus estava começando aqui na terra com as investigaçoes sobre o caso do George Alves e as crianças mortas por ele. Jesus disse que "nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido" (Lucas 12,2). E eu acredito que Deus, com sua sabedoria, soberania e poder, estava dando uma ajuda nas perícias e não permitiu que o falso pastor George Alves escondesse seus crimes!

Seria a história de Jesus um conto?


Você acredita que a história de Jesus, nascimento, vida, morte e ressurreição, é mais uma história inventada, uma mentira, uma ficção, ou um conto de fadas? Você crê que o Evangelho de Cristo, que "é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1:16), seja uma invenção, uma mentira? As Santas Escrituras seriam mentiras?

Um hino da Harpa Cristã, diz que "nunca mais vai ser ouvido outro conto de amor, que converta um perdido, e rebelde pecador, como o santo Evangelho, que nos fala de perdão, e transforma o homem velho numa nova criação". A última estrofe diz: "Quero continuar ouvindo a história do Senhor;  salvação estou fruindo deste conto de amor".


Sem dúvida, você acha lindo esse hino, não é mesmo? Talvez, tenha se emocionado ou chorado ao ouví-lo. Isso porque as palavras contidas neles em harmonia com a música, tocam nossos sentimentos. Pois bem. O problema aqui é a palavra "conto". Seu significado acaba igualando a vida de Jesus a uma lenda, uma história de fantasia.

"Quem conta um conto aumenta um ponto", dizem.  Sabe-se que, geralmente, conto é uma narrativa breve de ficção, ou seja, é uma história inventada; contos são coisas da fantasia, são histórias de faz de conta. Antigamente, contos eram lendas. Logo, afirmo com a fé que tenho no Evangelho e em Cristo, que isso que eu creio não é um conto e nunca será. Acredito que nenhum conto tem o poder de converter um perdido, um rebelde pecador, ao falar de perdão, transformando a vida de uma pessoa.

Ao invés de cantarmos que "nunca mais vai ser ouvido outro conto de amor", podemos cantar, dizendo que "nunca mais será ouvido de outro ato de amor", conforme diz em João 3.16. O ato de amor de Deus ter enviado Jesus para sofrer e morrer em nosso lugar e o ato de o próprio Jesus aceitar isso. Não é um conto quando a Bíblia diz que Jesus "esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Filipenses 2:7,8). É fato! É real! Se fosse conto, não teríamos a esperança que temos hoje, de um dia encontrar e estar com Cristo nos céus. 


Em Cristo, Nerli Nunes.

Reflexão sobre a Páscoa - A falta que Jesus fez entre os seus.

Jesus foi crucificado e morto. Imagine como estava a família de Jesus numa hora dessa depois que o sepultaram... uma noite sem graça, triste, sem motivo para alegrar-se. Todos na casa que conviviam com ele, comiam juntos, agora, faltava uma pessoa especial no ambiente.

Sabe aquela sensação de tristeza, de saudade, de falta do ente querido que se foi? Não se ouve mais a voz da pessoa, ela não está no quarto, na sala... Faltava Jesus.

Os discípulos, os amigos, todos os que sabiam o quão bom Jesus era, que sabiam que a presença de Jesus era algo incomum, algo diferente, agora lamentavam sua morte. Jesus já não estava entre eles.

No domingo pela manhã, Jesus ressuscitou e se fez presente vivo quando muitos estavam entristecidos, sem esperança, e prometeu estar com eles todos os dias. As pessoas que o viram ser crucificado e sepultado, estavam frente a frente com ele, o vendo fisicamente.

Agora pense: Você já sentiu falta de Jesus na sua vida? Na sua casa? Qual foi a última vez que você esteve na presença de Jesus? Suas noites tem sido de constantes tristezas? A presença de Jesus faz toda a diferença! Ele quer ressurgir na sua vida!

Vivendo as experiências do outro.

LEIA COM ATENÇÃO E REFLEXÃO!

Houve uma vez, um homem que foi posto para chefiar por tempo indeterminado um empresa, e ele era adversário de alguns que desejavam também chefiar a empresa. A situação financeira ficaria difícil durante sua administração. Os jornais já falavam das dificuldades que tantos empresários enfrentariam. Aquele homem administrou a empresa, com erros e acertos, e financeiramente, muitas coisas não estavam favoráveis. Seus adversários, vários grupos, não levavando em consideração a situação financeira em torno das empresas, diziam que o homem não era um bom administrador. Afirmavam que não sabia administrar a empresa. Eram conclusões um tanto tendenciosas, apenas exclusivistas de um grupo. Certo dia, após alguns anos, o cargo de chefe na empresa foi novamente disputado pelos adversários daquele homem, que também se incluiu na disputa. Contudo, o cargo foi assumido por um outro homem. Haviam, no entanto, na empresa, as mesmas dificuldades financeiras enfrentadas pelo chefe anterior e tudo era apontado para ele, e com a mesma intenção de sempre. Depois de algum tempo, o novo chefe da empresa não foi visto pelo seu grupo, pelas pessoas da empresa, pelos interesseiros, como um mal administrador. Todos diziam que a situação financeira não estava favorável, diziam que os recursos econômicos eram poucos, e que a situação viria a piorar. Antes, era porque a empresa não estava bem administrada e que o chefe não sabia administrar. Agora, para o novo chefe, a situação era outra totalmente diferente.

Conclusão da história: Algumas experiências vividas por você no lugar de outra pessoa revelam o quanto você é igual a ela, e quando você não tem a coragem de assumir isso, você torna-se um hipócrita e dissimulado, tentando evitar que os outros vejam os mesmos defeitos em você. Pense nisso.

O "ismo" do outro e o nosso "ismo".

Não é a primeira ou segunda vez que vejo postagens contra o feminismo, machismo, por exemplo, e nelas um pedido "por um mundo com menos 'ismo'". Como assim "menos ismo"? Tem algo de errado nisso. Não que eu seja a favor do feminismo, do machismo, etc, mas eu quero te fazer pensar no seu "ismo", também.

Agora é errado o uso do termo "homossexualismo", pois o sufixo "ismo" designa uma doença. Numa certa ocasião, até uma professora de faculdade, afirmou que não podemos falar mais a palavra. Isso me fez pensar nas inúmeras palavras terminadas com o sufixo "ismo". Seriam elas doenças? Tem jornalismo, tem capitalismo, tantas outras com "ismo". Assim como mudaram do termo "homossexualismo" para "homossexualidade", podem mudar as outras com "ismo". Que tal "jornalidade", "catolicidade", "cristianicidade", etc?

Vejamos que que essa ideia de "um mundo com menos 'ismo'" acaba servindo só para os outros e nós ficamos com os nossos "ismos". Vamos ser sinceros? É muito fácil se opor ao "ismo" do outro, não é mesmo? Você cristão, queria um mundo com menos do seu cristianismo? Você católico, queria um mundo com menos catolicismo? Seria isso doença? E você, calvinista, o que acha de um mundo com menos calvinismo? Gostou, não é arminianista? Diz ai se o arminianismo é doença e que você quer que isso diminua no mundo...

E você espírita, quer menos espiritismo no mundo? Ah, você que ama o criacionismo... Seria isso doença? Quanto menos, melhor pra você? Amigo, protestante, quer um mundo com menos protestantismo? E você, pentecostal? Deseja um mundo com menos pentecostalismo? Oi, neo-pentecostal! Quer pensar sobre o seu neo-pentecostalismo diminuir no mundo? Ah, falando em nós fiéis religiosos, de igreja, pergunto se seria bom ter menos evangelismo no mundo? Podemos dizer que isso é algo doentio em nós? Amigo do sábado, que tal menos adventismo no mundo? Será que não temos proselitismo demais? Oi amigo ateu, e você quer um mundo com menos ateísmo?

Flores, poemas, jantar a luz de velas, linda declaração de amor...E o romantismo, é doença? Você que gosta de ser desse tipo, deseja menos romantismo no mundo?

Viram, quantas palavras com "ismo"?! A propósito, você quer mesmo um mundo com menos "ismo"?

Pessoal, daria para eu escrever um extenso texto aqui usando muitas outras palavras terminadas em "ismo", palavras essas que nos definem, dizendo o que somos, o que seguimos, o que sentimos, o que fazemos, etc. Acredito que antes de querer o fim do "ismo" do outro, seria legal começar pelo nosso, que pode ser o egocentrismo, o racismo, o oportunismo, favoritismo, fanatismo, enfim, há muitos "ismos" que precisam ser diminuídos em nossa vida, em nosso mundo.

"Em espírito e em verdade..." (João 4:23,24)

Existem pessoas que ao cantarem certos louvores cantam com a mesma emoção que outras pessoas cantando músicas seculares, sem um real sentimento, com falsas juras de amor, falsas declarações e falsas promessas...

Calma, que eu explico!

Quando eu era adolescente, ouvia a dupla Pedro e Tiago cantar uma música que diz: "Vou parar o mundo pra você, todas as estrelas te trazer, um toque de mágica, baby". Tem uma outra música cantada pelo grupo musical Pollo, que diz: "Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí, pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor, eu só quero amar você...", e ainda vão além e declaram: "Vou de Marte até a Lua". Ainda tem a dupla Henrique e Diego, cantando com um "coração sem noção", dizendo: "Por você eu bebo o mar de canudinho, e atravesso o Pólo Norte de Shortinho, entro descalço num vulcão em Erupção, faço de tudo pra ganhar seu Coração".

Logicamente, o Pedro e Tiago nunca pararam o mundo, nunca trouxeram todas as estrelas, nem mesmo em "um toque de mágica" para alguém, assim como os integrantes do grupo Pollo não vão caçar mais de um milhão de vagalumes por ai para ver alguém sorrir e nem poderão colorir o céu de outra cor por amor a alguém e não irão de Marte até a Lua, e também o Henrique e Diego não beberão o mar de canudinho, nem atravessarão o Polo Norte de shortinho, nem entrarão descalço num vulcão em erupção para ganhar o coração de alguém.

Você pode dizer: Ah, mas é uma forma de linguagem que eles usam, é usado de hipérbole (uma figura de linguagem que consiste em exagerar uma ideia com finalidade expressiva, um exagero intencional na expressão). Sim, de fato é isso mesmo! Mas, e no louvor que cantamos usamos hipérbole?

Vejamos: Vou usar os mesmos exemplos que usei numa outra vez aqui. Acredito que não seria hipérbole cantar "Abro mão dos meus sonhos, abro mão dos meus planos, abro mão da minha vida por Ti, abro mão dos prazeres e das minhas vontades, abro mão das riquezas por Ti", nem mesmo cantar "Estou disposto a morrer por Ti". Não seria uma figura de linguagem cantar o cântico "Corpo e Família", não é mesmo? Também não seria figura de linguagem cantar "e que a cada dia eu queria mais e mais estar ao teu lado, Senhor" ou "eu me arrependo, Senhor, eu me arrependo, Senhor", da mesma forma que não é forma de linguagem cantar "quero aprender com meus erros e não mais cometê-los". Cantar "em espírito, em verdade, te adoramos, te adoramos...", não pode ser uma figura de linguagem, não é mesmo?

Pare e pense... Aplique ao seu coração, à sua vida e à sua mente os louvores que você já cantou e ainda canta. Quais são eles? Recorde-os e reflita! Algum louvor que fale sobre abandonar o pecado, sobre santidade, sobre buscar a Deus, sobre estar em comunhão com Deus e obedecê-Lo, etc...Não está ocorrendo o que Jesus recitou em Mateus 15:8? Seria isso adorar a Deus em espírito e em verdade? Examine-se... Talvez, Deus fale o mesmo que falou em Amós 5:21-23.

Abraços! Nerli Nunes.

O que passa em sua mente quando você canta na igreja?



Demostrando estar "apaixonado, desesperado de amor" por Deus, alguém canta: "Abro mão dos meus sonhos, abro mão dos meus planos, abro mão da minha vida por Ti, abro mão dos prazeres e das minhas vontades, abro mão das riquezas por Ti". E ainda tenta ser mais ousado para Deus: "Estou disposto a morrer por Ti".

O que estamos cantando tem sido suave e verdade aos ouvidos de Deus? Será que Ele tem gostado das nossas expressões de louvor? Abriríamos mesmo mão dos nossos sonhos e planos por Deus, como, por exemplo, para ser um missionário no nordeste do Brasil ou na região mais pobre da África? Muitos jovens vão realizar as coisas para Deus depois que seus sonhos e planos já estão realizados. Muitas vezes não queremos deixar de fazer uma faculdade muito importante para realizar a vontade de Deus.

Muitos cantores, instrumentistas, as bandas evangélicas que surgem hoje, a maioria deles busca pela fama, por reconhecimento na multidão, na igreja, desejam os holofotes, sonham em gravar CD, DVD, cantar na TV, têm seus sonhos e planos para seus próprios interesses, para sua própria glória. E se Deus pedisse o contrário? E se Ele quisesse que eles se voltassem para as coisas humildes ou até mesmo que fossem realizar outras obras que não envolva a fama e dinheiro? Será que aceitariam abrir mão da fama, do sonho de gravar CD, etc? O fato é que Deus deseja outras coisas para eles, mas eles insistem em fazer suas próprias vontades.

Vamos supor que você está muito bem empregado, trabalhando para um politico que você votou, recebendo um bom salário, e esse político começa a se corromper e você tenha que desobedecer a Deus mentindo, participando da sujeira do seu patrão, enganando pessoas, jogando a poeira para baixo do tapete... Será que você abriria mão do bom salário, do emprego, por Deus ou acharia que se recuasse estaria vacilando com o amigão e patrão politico? Pode acontecer de tudo nos bastidores de um gabinete político, não é mesmo? E até que ponto você deve obedecer ao seu patrão?

E no namoro, você abriria mão dos prazeres e das suas vontades em obediência a Cristo? Há muitos namoros no escuro, onde a vontade da carne predomina. Quão difícil será abrir mão da sensualidade e pornografia, caso o jovem esteja vivendo de aparências no louvor, na igreja! Além de mentir dizendo que abre mão dos prazeres e da suas vontades, possivelmente poderá mentir quando cantar "eu me arrependo, Senhor, eu me arrependo, Senhor". É preciso que haja mesmo um arrependimento genuíno em nossos corações! Não podemos continuar mentindo ao Senhor, cantando "quero aprender com meus erros e não mais cometê-los". Isso precisa ser verdade em nossos lábios!

Devemos refletir, nos avaliar, quando nos expressamos para o Senhor ao cantarmos: "Estou disposto a morrer por Ti". Seria isso verdade em nós? Será que estamos mesmo dispostos a morrer por Jesus? E não é só estar disposto, mas sim preparado para morrer por Cristo. É tão fácil cantar isso no culto, aqui no Brasil, não é mesmo? O que faria você ou eu se um islâmico extremista, perguntasse se somos cristãos e servimos a Cristo, nos ameaçando de morte? Em outros países, cristãos que confessam a Cristo, estão dispostos a morrer fazendo a vontade do Senhor, e então, fazendo isso, são assassinados por grupos extremistas. O problema é acharmos que nunca vai acontecer com a gente, não é mesmo? E não falo só de morrer por Cristo, mas também morrer para o pecado, para o mundo e viver uma nova vida com Deus.

Pense nisso! Nerli.

GEAZI, MENTIU PARA SE DAR BEM, MAS SE DEU MAL!

"Aquele que é cobiçoso corre atrás das riquezas; e não sabe que há de vir sobre ele a penúria" (Provérbios 28:22).

Após ter sido curado da lepra, Naamã quis dar uma preciosa "oferta" a Eliseu, o qual recusou receber. Embora Naamã insistisse, Eliseu não aceitou. A "oferta" era só trezentos e cinqüenta quilinhos de prata, setenta e dois quilinhos de ouro e dez mudas de roupas finas (2 Reis 5:5). E Eliseu não pegou! Ele não estava vendendo milagres e bênçãos.

Porém, sempre existe alguém oportunista, interesseiro e avarento que não abre mão de uma valiosa "oferta", como fez Geazi nesse ocorrido. Quando Naamã foi embora, ele esperou Naamã se distanciar um pouco e correu atrás dele, sem que Eliseu visse, e usando de mentiras, conseguiu parte da oferta, setenta quilos e duas mudas de roupas (2 Reis 5:23).

Geazi que achava estar se dando bem fazendo o que era errado, enganando, acreditando que Eliseu não saberia daquele ato, trouxe para si a lepra que antes era de Naamã. Eliseu disse que aquele "não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar..." (2 Reis 5:26). Geazi ficou rico? Não!

INFELIZMENTE, HÁ POUCOS COMO ELISEU E MUITOS COMO GEAZI EM NOSSOS DIAS! POUCOS RECUSAM UMA OFERTA NA HORA DO MILAGRE, MUITOS VENDEM BÊNÇÃOS E CURAS. MULTIPLICAM-SE OS 'GEAZIS' EM NOSSOS DIAS, HOMENS CHEIOS DE AVAREZA, ENGANADORES, FINGIDOS, QUE SE APROVEITAM DAS PESSOAS PARA FAZEREM NEGÓCIOS COM ELAS!

"E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita" (2 Pedro 2:3). Lembremo-nos: "Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (Atos 20:35).