Padres e pastores condenam proposta prevista em projeto de lei sobre diversidade sexual

As propostas previstas no projeto de lei sobre diversidade sexual foram condenadas por pastores e padres.

O pastor Enoque de Castro Pereira, que é diretor do Fórum Político Evangélico do Estado e presidente geral da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, por exemplo, entende que esse projeto fere os princípios de liberdade de quem é contra essa união.

"Eu creio que você não pode discriminar qualquer pessoa, seja negro, índio, magro, cordo, homossexual, mas não podemos concordar com um projeto de lei que prevê até prisão para quem não concorda com a união homossexual. Ai entra a ditadura gay. Isso é polêmico e iremos nos mobilizar"

Para Ely Brunck Silveira, pastor da Igreja Assembléia de Deus Desafios, é preciso repensar os valores e exaltar a família. "Como teremos uma sociedade forte se os valores irrevogáveis da família estão sendo desconsiderados? Onde estão os defensores instituidos por nós para defender esta célula que gera equilíbrio entre as pessoas? O que vão fazer com a Bíblia, sendo que tanto igeja católica como evangélica a utilizam e Ela condena severamente a união de pessoas do mesmo sexo".

E completou: "Liberdade, todos nós já temos por direito para fazer nossas escolhas. O que não podemos é aceitar que uma minoria da sociedade faça a maioria se curvar aos seus interesses, e ainda por força de lei, e não podemos esuqecer que um dia todos iremos comparecer diante de deus e prestar contas de todas as nossas atitudes e até de cada palavra dita."

Para o padre Roberto Camillato, reeitor do Santuário- Basílica de santo antônio, o projeto de lei é um absurdo. "Na convicção da Igreja, com todos os respeitos que se tem as leis, casamento tem
haver com a união de duas pessoas: homem e mulher".

Ao falar sobre prisão para atos discriminatórios, ele disse: "O respeito deve se impor para todas as classes sociais e todas as opções sem exclusão e discriminação, pois o respeito em gesto, atitudes e em comportamento deve ser recíproco, ou seja,a igualdade, a justiça, a dignidade são para todos, sem precisar de leis absurdas que levem a punições."

OPINIÕES

"Isso é inaceitável. Condenamos a prática sexual fora dos princípios bíblicos. E o principio da familia, como fica? Isso vai criar uma guerra no Brasil", disse Oséias de Moura, 2° vice-presidente da Convenção das Assembléias de Deus no Estado do Espírito santo.

"A relação de duas pessoas do mesmo sexo, sem o objetivo de procriação, não está em harmonia coma doutrina da igreja. Igreja ama o pecador, mas abomina o pecado", disse Adeilson Schmidt, padre e reeitor de seminário.

"A Igreja é a favor dos direitos humanos. O gay tem os direitos inerentes ao cidadão. O problema é que confundem casamento civil com religioso. O sacramento é para o homem e mulher", disse Edemar Endringer, padre e doutor em sociologia.

Parte da Reportagem Especial do Jornal A Tribuna (Vitória-ES), 25 de Agosto de 2011

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