Maria, um exemplo de serva de Deus


Muito se fala em defesa do culto à Maria. Pouco se mostra na Bíblia. Maria foi uma humilde e obediente serva de Deus e uma mulher agraciada por Deus para ser mãe de Jesus. Um bom exemplo de mãe! Mas também estou certo de que ela não foi cultuada ou reverenciada, e que, segundo análise bíblica, não se faz preces a ela. Quando o anjo disse "Salve agraciada, o Senhor é contigo..." ele estava dizendo que Maria havia sido favorecida, ajudada por Deus... Foi por isso que o anjo disse: "Achaste graça diante de Deus". Ou seja, Maria achou favor diante de Deus. Maria tinha um Salvador. Ela mesma diz isso em Lucas 1.47. Já a expressão "Bendita és tu entre as mulheres" foi apenas uma declaração . Seria a mesma coisa ele dizer: “Você é abençoada entre as mulheres". Não devemos confundir as palavras que o anjo disse à Maria com culto!

Nos Evangelhos, não encontramos Maria sendo adorada ou homem algum prestando culto a ela e nem mesmo lhe fazendo preces ou lhe acendendo velas. Muitos menos fazendo romarias em sua honra. Vejamos que quando os pastores de Belém foram visitar o menino Jesus, "entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, O ADORARAM; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas" (Mateus 2.11). Porque eles não fizeram isso também à Maria? A resposta é que o Senhor não divide o seu louvor e a sua glória com ninguém (Isaías 42.8). No filme, O alto da Compadecida, entende-se que Maria pode mais que Jesus, mas isso é uma mentira. Na cena em que o personagem João Grilo morre e vai para o céu ser julgado, o "Jesus" diz que o caso ele não pode resolver e logo passa para a sua mãe, a qual salva João. Está conferindo com o que o catolicismo prega, não é mesmo?

Jesus não ficou favorável quando alguns exaltaram a Maria. Em Lucas lemos: "E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas Jesus disse: 'Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam'." (Lucas 11.27,28). Mateus descreve outro fato muito parecido: "E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos..." (Mateus 12.47,48, 49).

Dizem que o primeiro milagre de Jesus ocorreu com intervenção de Maria... Que engano! Quando Jesus transformou a água em vinho, Maria lhe disse: "Faltou o vinho". Jesus olhou para ela, dizendo: “Mulher, o que temos nós em comum?" (João 2.3,4), ou: "Mulher, o que tenho eu contigo?" Em outras palavras, Jesus estava querendo dizer que não era preciso que Maria intervisse naquilo que Ele poderia ( e pode) estar fazendo. Jesus é o único Mediador entre Deus e nós (I Timóteo 2:5). Se Jesus e Maria tinham algo em comum, foi até o nascimento Dele. O papel dela nessa história foi de dar à luz à Jesus e ser mãe dele. Nada mais que isso. Ela não seria intermediaria entre Jesus e seus seguidores. Ninguém prova na Bíblia que ela roga por nós, que advoga nossas causas, que é padroeira e que perdoa pecados. Numa das orações feitas à Maria, é dito "Eia, pois advogada nossa", sendo que ela não está no Evangelho como nossa advogada. Onde lemos isso? O que sei é que, se pecarmos, temos um Advogado que é Jesus (I João 2.1), pois se a Ele "confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1.9).

Com base em Atos 1:14 dizem que Maria estava perseverava na oração. Mas ela não fazia algo que todos devemos fazer como servos de Deus. Falando isoladamente, Maria era serva de Deus. Na Bíblia existe um versículo, exatamente em 1ª Tessalonicenses 5:17, que diz: Orai sem cessar. Maria estava fazendo o seu dever como serva de Deus. E é bom lembrar que TODOS "perseveravam unanimemente em oração e súplicas" (Atos 1.14). É interessante observar também que eles estavam orando COM MARIA e não à Maria. Pregam a respeito de Lucas 2, que Maria intercede por nós porque no texto Jesus foi submisso à Maria. Ele foi submisso porque ainda era humano e, principalmente, porque era uma criança. Ele tratava dos negócios do Pai dele. O que seria do primeiro mandamento com promessa, que é honrar o pais para que se prolongue seus dias sobre a face da terra, se Jesus não fosse submisso à sua mãe? Ele teria pecado e nós estaríamos perdidos.

Maria é também intitulada de "Rainha dos Céus". Mas a rainha dos céus era uma deusa, pela qual o povo não quis obedecer a palavra do Senhor que lhe foi anunciada (Jeremias 44.16) adorando-a com incenso e libações e outras oferendas e sacrifícios (Jeremias 44. 17 -30), provocando assim a ira de Deus ( Jeremias 7. 18) e "andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante." (Jeremias 7:24). Você não acha coincidência e, ao mesmo tempo, estranho, darem à Maria o título de "Rainha dos Céus"? Isso tudo que se faz para Maria está muito parecido com o culto à rainha dos céus mencionada por Jeremias. Além disso, não encontramos na Bíblia outros nomes e títulos dados à Maria. E quando pregam que Maria é Rainha do Céu, ainda usam o texto de Apocalipse 12. Em Apocalipse 12:1 diz: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.”. Onde fala que esta mulher é Maria, que foi a mãe de Jesus aqui entre os humanos? Não há menção do nome de Maria. Trata-se de uma profecia e não algo rotulado por homens como melhor aprouve-lhes.

Dizem que em João 19 Jesus "entregou Maria como mãe de todos nós", mas na verdade Jesus nomeia Maria como mãe de João, que era o profeta relatado como o profeta que ele amava, em João 19, 26: “... disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.”. E nomeou João como filho dela. Isso não entrega Maria como mãe de todos nós. Isso cria um laço afetivo maior entre Maria e João, para que um se apoiasse no outro, sendo mãe e filho respectivamente. Mostrando que João era um homem que tinha o amor, o respeito e a confiança de Jesus.

Quando lemos na Bíblia que Maria era uma moça virgem devemos ter bom sendo e entender que não se trata de um título, mas de uma condição. Porém no catolicismo é insistente dar a ela o título de "Virgem Maria". E, ao analisarmos o Evangelho, saberemos que Maria não permaneceu virgem e deu à luz outros filhos. Em Mateus 1.25 entendemos que Maria teve relações com José depois que Jesus nasceu. Vejamos: "E não a conheceu ATÉ que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus." "Conhecer" no sentido bíblico é ter relações sexuais. A mesma expressão é usada com Adão e Eva quando tiveram relações ("E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim"- Gênesis 4:1). Vejamos que em Mateus 1.25 vemos também que Jesus foi o "primogênito". o primeiro filho de Maria. Caso ela não tivesse outros, a palavra que deveria estar nesse versículo é "unigênito" que significa único. Maria teve mais filhos depois de Jesus. Lendo os Evangelhos, encontramos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?” (Marcos 6:3).

Maria foi um bom exemplo de serva de Deus. Além de ter declarado que Deus era seu salvador (Lucas 1.47), aceitou a vontade Dele em sua vida e cumprir nela a palavra que Deus havia declarado. Foi uma mulher de oração e obediente a Deus. Maria foi feliz nisso! E, de todas as mulheres, foi agraciada por Deus para ser mãe do Salvador.


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