O culto à Maria, as virtudes e títulos que lhe são atribuídos

Sei que estou num país tradicionalmente religioso, e tenho amigos e parentes muito religiosos, mas eu preciso discorrer sobre esse assunto, já que é me imposta essa liberdade. Muitos terão isso como uma ofensa, uma afronta, mas, com reflexão bíblica, quero falar sobre a prática do culto à Maria...E isso é algo que venho conversando com algumas pessoas, assim como gostaria de conversar com outras demais pessoas. E como sempre, estarei mencionando como referência e provas a Bíblia Sagrada. O assunto em pauta não é coisa que aprendi em igrejas, com pastores, lendo livros e revistas evangélicas, não foi ouvindo uma rádio...Foi examinando pessoalmente a Palavra de Deus.

São muitos os argumentos em defesa do culto à Maria, mas pouco se cita a Palavra de Deus como referência. É muito fácil alguém mencionar pouco dos textos dos Evangelhos como, por exemplo, Lucas 1.48 e defender a idéia de que Maria deve ser cultuada por nós. Mas os argumentos tornam-se invalidados à luz do contexto e de outras menções da Palavra de Deus. Ou  vão dizer que essa Palavra está errada? Afinal, Maria deve ser cultuada por nós? Muitos dizem que odiamos Maria, mas se isso fosse mesmo verdade, teríamos que retirar da Bíblia textos sobre ela. E sabemos que Maria teve um papel importante nos relatos sobre Jesus, mas nem por isso deve ser venerada e nem devemos atribuir à ela as mesma virtudes de Cristo.

Estou certo de que Maria foi uma humilde e obediente serva de Deus e uma mulher agraciada por Deus para ser mãe de Jesus. Um bom exemplo de mão! Mas também estou certo de que ela não foi cultuada ou reverenciada, e que, segundo análise bíblica, não se faz preces à ela. Quando o anjo disse "Salve agraciada, o Senhor é contigo..." ele estava dizendo que Maria havia sido favorecida, ajudada por Deus...Foi por isso que o anjo disse: "Achaste graça diante de Deus". Ou seja, Maria achou favor diante de Deus. Já a expressão "Bendita és tu entre as mulheres" foi apenas uma saudação. Seria a mesma coisa ele dizer: " Você é abençoada entre as mulheres". Não devemos confundir saudação com culto! E  também não foi homem que dirigiu aquelas palavras à Maria. Foi um anjo!

Nos Evangelhos, não encontramos Maria sendo adorada ou homem algum prestando culto à ela e nem mesmo lhe fazendo preces ou lhe acendendo velas. Muitos menos fazendo romarias em sua honra. Vejamos que quando os pastores de Belém foram visitar o menino Jesus, "entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas" (Mateus 2:11). Porque eles não fizeram isso também à Maria? A resposta é que o Senhor não divide o seu louvor e a sua glória com ninguém (Isaías 42.8). No filme, O alto da Compadecida, entende-se que Maria pode mais que Jesus, mas isso é uma mentira. Na cena em que o personagem João Grilo morre e vai para o céu ser julgado , o "Jesus" diz que o caso ele não pode resolver e logo passa para a sua mãe, a qual salva João.

Para Jesus, Maria era igual as outras mulheres. Ele não via nela nenhuma outra coisa além de ser humana. Entendemos isso lendo fatos encontrados nos Evangelhos. Em alguns deles Jesus não permite que as pessoas a idolatrem. Em Lucas lemos:"E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas Jesus disse: 'Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam'." (Lucas 11:27,28). Mateus descreve um outro fato onde o próprio Jesus coloca Maria na mesma condição dos outros: "E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos ..." ( Mateus 12:47,48,49).

Dizem que o primeiro milagre de Jesus ocorreu com intervenção de Maria...Que engano! Quando Jesus transformou a água em vinho, Maria lhe disse : "Faltou o vinho". Jesus virou para ela e pareceu lhe falar de uma forma ríspida, dizendo: " Mulher, o que temos nós em comum?" (João 2:3,4), ou: "Mulher, o que tenho eu contigo?" Em outras palavras, Jesus estava querendo dizer que não era preciso que Maria intervesse em algo no seu milagre. Jesus é o único Mediador entre Deus e nós ( I Timóteo 2:5). Se Jesus e Maria tinham algo em comum, foi até o nascimento Dele. O papel dela nessa história foi de dar à luz à Jesus e ser mãe dele. Nada mais que isso. Ela não seria intermediaria entre Jesus e seus seguidores. Ninguém prova na Bíblia que ela roga por nós, que advoga nossas causas, que é padroeira e que perdoa pecados. Numa das orações feitas à Maria, é dito "Eia,pois advogada nossa", sendo que ela não está no Evangelho como nossa advogada. Onde lemos isso? O que sei é que, se pecarmos, temos um Advogado que é Jesus (I João 2.1), pois se a Ele "confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1.9).

Pregam sobre a assunção de Maria aos céus, sendo que não vejo em parte alguma da Bíblia uma só passagem mostrando Maria sendo assunta ao céu. Maria é também tida como "Rainha dos Céus" no catolicismo romano... Mas a rainha dos céus era uma deusa, pela qual o povo não quis obedecer a palavra do Senhor que lhe foi anunciada (Jeremias 44.16) adorando-a com incenso e libações e outras oferendas e sacrifícios (Jeremias 44. 17 -30), provocando assim a ira de Deus ( Jeremias 7. 18) e "andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante." (Jeremias 7:24). Você não acha coincidência e, ao mesmo tempo, estranho darem à Maria o título de "Rainha dos Céus"? Isso tudo que se faz para Maria está muito parecido com o culto à rainha dos céus mencionada por Jeremias. Além disso, não encontramos na Bíblia outros nomes e títulos dados à Maria.

Um outro título dado à Maria é o de "Virgem Maria" ou "Virgem Santa". Mas ao analisarmos o Evangelho, saberemos que Maria não permaneceu virgem e deu à luz outros filhos. Em Mateus 1.25 entendemos que Maria teve relações com José depois que Jesus nasceu. Vejamos: "E não a conheceu ATÉ que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus." "Conhecer" no sentido bíblico é ter relações sexuais. A mesma expressão é usada com Adão e Eva quando tiveram relações ("E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim"- Gênesis 4:1). Vejamos que em Mateus 1.25 encontramos também a expressão "primogênito" que indica que Jesus é o primeiro filho de Maria. Caso ela não tivesse outros, a palavra que estaria nesse texto é "unigênito" que significa único. Maria teve mais filhos depois de Jesus. Lendo os Evangelhos, encontramos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?"(Marcos 6:3). Em Atos 1.14 também encontramos a prova que Maria teve outros filhos. Se Tiago era irmão do Senhor (Gálatas 1.19), logo Maria era mãe de Tiago. Pelo menos não encontramos relatos de que José foi casado com outra ou que teve um relacionamento extraconjugal....Portanto, o título de "Virgem Maria" não condiz com toda a vida de Maria, e sim somente até o nascimento de Jesus.

Há um outro texto, no livro de Atos dos Apóstolos, algo muito parecido com todo esse culto voltado à Maria em seus muitos títulos. Em Atos 19, o apóstolo Paulo pregou contra à veneração da grande deusa Diana e a lucrosa fabricação de seus nichos feitos por um ourives chamado Demétrio (Atos 19. 23,24). Paulo já tinha convencido e afastado uma grande multidão pregando contra tal coisa ( Atos 19. 26). Havia, então, o risco de tudo ir por água a baixo: "E não somente há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo VENERAM. E, ouvindo isso, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos efésios." (Atos 19:27, 28). E o que dizer do Santuário de Aparecida em São Paulo? Assim como na Ásia os efésios veneravam a deusa Diana, hoje católicos brasileiros e até mesmo estrangeiros veneram (cultuam) Aparecida na cidade de São Paulo. Causariam um grande tumulto pregações contra tudo o que há e é feito para Aparecida naquela região, afinal "grande é Aparecida dos católicos"!Mas, alguém pode perguntar: " E os milagres feitos pela mãe de Jesus?" É duro dizer isso, mas nisso não tem verdade. Entendamos que o maligno também agiria "com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade." ( 2 Tess 2:7-12). Muitas pessoas estão sendo enganadas! São tantos milagres atribuídos à Maria que se fossem realmente divinos eu voltaria ao catolicismo, de onde vim. Há aqueles que se enganam com ideias de que a "Virgem Maria" aparece com mensagens a nos passar, mas somente
Jesus tem as palavras de vida eterna (João 6.68).

Se temos que procurar salvação, proteção, socorro e auxílio em Deus através de Maria, eu recuso, pois somente Jesus salva aqueles que POR ELE se chegam a Deus e intercede por eles ( Hebreus 7:25).  Portanto, dizer que Maria intercede por nós quando, através dela, queremos salvação de Deus é colocar Jesus como um ser sem importância na nossa vida. Maria foi a mãe de Jesus, mas o nome dela não é superior ao dele ( Filipenses 2.9). Maria é chamada de abençoada (bem-aventurada) porque Deus "atentou  na baixeza de sua serva"! ( Lucas 1.48). E baixeza significa que Maria foi como qualquer outra mulher que servia à Deus. É preciso que entendamos isso e creiamos que somente à Jesus foi dado todo o poder no céu e na terra ( Mateus 28.18), e que Ele é "cheio de graça e de verdade." (João 1:14), que somente Ele pode perdoar pecados, nos guardar e nos salvar. Só quem tiver dúvida desta verdade continuará venerando à Maria com seus títulos e lhe atribuindo poderes que são de Jesus.

"Católicos: um rebanho cada vez menor", diz matéria de jornal capixaba

O título da matéria no Jornal A Gazeta é: "Católicos: um rebanho cada vez menor"

Acompanhe...

Nos últimos 20 anos, o percentual de fiéis caiu de 83% da população para 67,84%, o que tem preocupado a cúpula da Igreja no Brasil






Nos últimos anos a Igreja Católica no Brasil vê seu rebanho diminuir a cada nova pesquisa sobre a religiosidade da população. Diminuição que preocupa até mesmo a cúpula do clero, que abordou o tema  durante a 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre os dias 17 e 26 de abril. Na ocasião, o  padre jesuíta Thierry Lienard, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (Ibrades), organismo vinculado à CNBB, apresentou  dados do estudo intitulado “Mapa das Religiões”, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

E as constatações não são nada animadoras para os católicos. Nos últimos vinte anos, o percentual de fiéis caiu de 83,3% da população para 67,84% . O número é o menor desde que a população do país começou a ser recenseada, em 1872. Os dados têm como base as Pesquisas de Orçamento Familiares do IBGE, realizadas antes do Censo 2010, que ainda não teve o resultado final divulgado e pode trazer   números ainda menores.

Já os evangélicos, que eram 9% no Censo de 1991, mais que dobraram, passando para 21,93% da população. O termo é usado para determinar mais de quarenta denominações religiosas, das quais a maior é a Assembleia de Deus, com 5,77%. “O número de seguidores de Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, que aparece com 1% nas pesquisas é na realidade maior” estima o padre Thierry. Segundo ele, o fato de algumas pessoas se dizerem de uma religião, mas na verdade frequentarem várias,  pode ser um fator de distorção nesses números.
foto: Riccardo de Luca/AE

Causas

 
“Perdemos o povo, porque, se o número absoluto de católicos cresce, caíram os números relativos, que dizem a verdade”, afirmou durante a assembleia o cardeal dom Cláudio Hummes, que já foi prefeito da Congregação do Clero no Vaticano. Para ele, a Igreja precisa se preocupar com a evangelização dos católicos que já foram batizados. “Não basta fazer uma bela teologia em pequenos grupos”, disse durante uma das missas.

O teológo e especialista em religião de A GAZETA, Vitor Nunes Rosa, defende que não há uma perda de fiéis, mas sim  uma maior liberdade religiosa. “As pessoas estão mais encorajadas a assumir, por exemplo, que não têm religião. Sentem-se mais à vontade porque sabem que hoje é possível expressar sua posição sem sofrer represálias”, ressaltou.

Historicamente, a Igreja Católica teve, no passado, uma relação muito próxima com o Estado. Isso tornava a adesão ao catolicismo quase que obrigatória, como explica o teólogo.  “Na época do império, ser cidadão significava automaticamente ser católico. Hoje há uma pluralidade, não há religião imposta pelo Estado”, destacou.

Segundo ele, o distanciamento ocorre porque atualmente a sociedade vive uma época em que as pessoas procuram uma religião que atenda os anseios individuais. “É como  um self-service da fé”, compara. Na busca pela satisfação individual, a tendência é a rejeição a instituições, como a Igreja. “Estamos em uma sociedade líquida tão forte que  o institucional é rejeitado. A Igreja Católica passa por isso. É o mesmo que acontece na escola. O aluno quer navegar na internet , bater papo, fazer o que quiser, enquanto o professor dá aula”, apontou.

Rituais


O teólogo e professor de História do Cristianismo Wanderley Pereira destaca que até os próprios ritos podem ser uma das causas de fuga dos fiéis católicos. “Há uma incapacidade da Igreja de se atualizar liturgicamente. As pessoas perdem o ânimo de frequentar uma missa que consideram chata e desistem.  Por isso, fenômenos como o movimento carismático fazem sucesso e provavelmente tenham avançado. Não tenho dados, mas é provável que os carismáticos tenham crescido enquanto a Igreja como todo tenha diminuído ”, explicou.

Fenômenos midiáticos como os padres cantores,  que celebram missas de forma diferente ou fazem shows, também  são apontados como atrativos para essa vertente do catolicismo. “No entanto, esses padres destoam do restante da Igreja. Chamam a atenção porque fazem muito barulho, mas são poucos”, pondera.
 O posicionamento  da Igreja em  questões polêmicas que segundo o teólogo representam decisões de cunho individual - como aborto, uso da camisinha, sexo antes do casamento - também seria uma das causas do distanciamento. “A Igreja católica ainda traz muito a concepção de uma religião pública, uma tentativa de impor a sua visão à sociedade como um todo, além de interferir em temas individuais como a sexualidade e aborto. Em geral, o discurso é fundamentalista, pouco aberto ao diálogo”, pontuou.
  
Evangélicos

Também mostrado em números, o avanço dos evangélicos preocupa até mesmo o papa Bento XVI. Em setembro do ano passado, o pontífice chegou a abordar o tema durante um encontro com líderes de uma igreja evangélica alemã e uma conversa com jornalistas a caminho de Benin, na África. Ele creditou o crescimento a uma mensagem compreensiva e cultos participativos.  

Para Vitor Rosa, a vasta quantidade de igrejas que se denominam evangélicas é um fator que contribui para o crescente número desses fiéis. “É um termo muito genérico usado para os cristãos que não são católicos. Há uma fragmentação muito grande, um número grande de igrejas”, analisa.

O discurso dos chamados neopentecostais (Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça e Mundial) é considerado como mais sedutor. “A chamada teologia da prosperidade encanta as pessoas. Eles apelam para o elemento existencialista, prometendo felicidade, curas, milagres. Também trabalham com uma espécie de sincretismo dos mais variados ritos. Esses líderes, hora se vestem como médicos, enfermeiros, pais de santo e até padre. É um universo muito vasto”, salientou.

Segundo Wanderley, a pouca interferência dessas religiões no comportamento individual dos fiéis faz com que elas se tornem compatíveis com os desejos pessoais. “A questão ética não está na agenda dos neopentecostais, assim como a questão comportamental que não é abordada. É uma religião em que a pessoa vai para ouvir benefícios, mas sem receber cobranças”, reforçou.

Uma característica desses líderes neopentecostais é a grande exposição na mídia, especialmente na televisão, como é o caso dos chamados teleevangelistas.  “Há uma agressividade nos evangelistas neopentecostais, especialmente nos televangelistas, no sentido de fazerem grandes investimentos, comprando muitas horas na mídia. Fazem um evangelismo proselitista, propropondo vantagens materiais”, ressaltou.

Mudanças na Igreja

Por outro lado, o catolicismo também possui uma preocupação em se atualizar, que, por sinal, não é nova. Há 50 anos, começava em Roma o Concílio Vaticano II, convocado pelo papa João XXIII. A reunião de bispos de todo o mundo teve várias conferências, entre 1962 e 1965.
De lá, vieram uma série de mudanças que tiveram como objetivo proporcionar uma maior aproximação com os  fiéis. Uma das principais foi o fim da missa celebrada em latim e de costas para o público. O rito passou a ser feito na língua de cada país e voltado para a assembleia. 

A participação dos leigos - fiéis comuns, não ordenados padres - também passou a ser estimulada, assim como o diálogo com outras religiões.

O estimulo à chamada “nova evangelização”, termo cunhado para definir o uso dos meios de comunicação a serviço da Igreja também foi um dos pontos defendidos pelo pontífice que encerrou o concílio, Paulo VI. Tanto que hoje,  assim como os evangélicos, os católicos também estão na mídia. Além de seis canais de TV  , a igreja tem sob a sua batuta centenas de emissoras de rádio em todo o território nacional.

Fenômenos musicais

Outro exemplo são os padres cantores, que ocupam quatro das dez  primeiras posições do ranking de venda de discos do ano passado. Padres como Marcelo Rossi e Fábio de Melo são figuras constantes nas várias redes de TV. Outro padre, Reginaldo Manzotti, diz ter o programa retransmitido por mais de mil rádios em todo o Brasil.

Essa crescente exposição da Igreja na mídia não seria, segundo Vitor Rosa, uma resposta aos protestantes. “A igreja só quer se fazer presente nesses espaços, com uso dos recursos como rádio, tv, o jornal e a música como ferramentas para a evangelização. E isso vem desde o concílio”, afirmou.

O coordenador de pastoral da Arquidiocese de Vitória, padre Kélder José Brandão Figueira, também ressalta que a igreja não tem intenção de entrar em uma disputa com as outras denominações. “Não se trata de ter uma grande quantidade de fiéis e de para isso abrir mão da tradição. A Igreja não é movida por essa lógica de competição”, ressaltou.

Na opinião do religioso, a igreja está atenta ao que chamou de “sinais” da sociedade. “Quando as pessoas aderem ao  pentecostalismo estão mostrando que alguma coisa está ficando a desejar  em termos de linguagem, moral, ou de litrugia”, frisou. Ele também destacou que os bispos estão estudando como o catolicismo pode ser comunicado de maneira diferente. “A Igreja tem uma capacidade muito grande de se adequar ao momento histórico. O catolicismo é muito rico em sua diversidade”.


Queda

 
15,46% é quanto diminuiu o rebanho dos católicos no Brasil, em 20 anos. Os evangélicos, ao contrário, passaram de 9% para 21,8% no mesmo período. A comparação é feita entre os dados do Censo de 1991 e o estudo Mapa das Religiões, divulgado em 2011 pela FGV.





Fonte: Gazeta Online e Jornal A Gazeta

Sobre a matéria, eu posso concordar com alguns no texto. Deixar o catolicismo para ser algumas igreja mencionadas na matéria é apenas mudar de lugar. De que adianta eu deixar de acreditar na água benta, na imagem, no crucifixo, etc, e depositar fé numa rosa consagrada, numa toalhinha ungida, numa botija de azeite, no sal grosso, etc, etc? De ambos os lados existe a idolatria, a supertição!