Cristo ou Maria e os "santos"?




"E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém" (2 Pedro 3:15-18).

"...Não andamos com astúcia, nem falsificamos a palavra de Deus. Pela manifestação da verdade nós nos recomendamos à consciência de todos os homens, diante de Deus. Se o nosso Evangelho ainda estiver encoberto, está encoberto para aqueles que se perdem, para os incrédulos, cujas inteligências o deus deste mundo obcecou a tal ponto que não percebem a luz do Evangelho, onde resplandece a glória de Cristo, que é a imagem de Deus. De fato, não nos pregamos, a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, consideramo-nos servos vossos por amor de Jesus." (2 Coríntios 4:2-5).

Pensando na verdade que nos mostra os textos a cima, hoje quero falar sobre alguns dos ensinamentos católicos "indoutos e inconstantes" que torcem as Escrituras Sagradas para a sua própria perdição, se procedendo com astúcia, falsificando a palavra de Deus, fazendo-se incrédulos quanto a verdade bíblica, deixando-se serem cegados pelo deus deste mundo, não vendo a glória de Cristo, pregando muitos mais o que querem, mas não unicamente ao Senhor Jesus. Sim, muitos são os equívocos que eles cometem para sua própria perdição...

Maria, "mãe de todos nós" - É um equívoco os católicos dizerem que em João 19 Jesus "entregou Maria como mãe de todos nós", mas na verdade Jesus nomeia Maria como mãe de João, que era o profeta relatado como o profeta que ele amava, em João 19, 26: “... disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.”. E nomeou João como filho dela. Isso não entrega Maria como mãe de todos nós. Isso cria um laço afetivo maior entre Maria e João, para que um se apoiasse no outro, sendo mãe e filho respectivamente. Mostrando que João era um homem que tinha o amor, o respeito e a confiança de Jesus.

A "Virgem Maria" - O fato de Maria ter sido a mãe de Jesus não quer dizer que tinha que ser ela. Tanto é que as profecias que falam sobre o nascimento de Jesus não citam o nome de Maria. Ela foi escolhida simplesmente porque era virgem. Poderia ter sido outra mulher virgem. Jesus tinha que nascer de uma virgem, essa é a verdade. Sobre a virgindade de Maria, precisamos ver que se tratava apenas de uma condição. Ela era virgem até que Jesus nascesse. O texto bíblico nos mostra isso. Quando lemos na Bíblia que Maria era uma moça virgem devemos ter bom sendo e entender que não se trata de um título, mas de uma condição. Vejamos também que é usado artigo indefinido ("uma virgem", e não "a virgem"). Os títulos "Virgem Maria" ou "Virgem Santa" e até mesmo “Virgem Mãe” não se encontram nos Evangelhos. E ao analisarmos o Evangelho, saberemos que Maria não permaneceu virgem e deu à luz outros filhos. Em Mateus 1.25 entendemos que Maria teve relações com José depois que Jesus nasceu. Vejamos: "E não a conheceu ATÉ que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus." "Conhecer" no sentido bíblico é ter relações sexuais. A mesma expressão é usada com Adão e Eva quando tiveram relações ("E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim"- Gênesis 4:1). Vejamos que em Mateus 1.25 vemos também que Jesus foi o "primogênito". o primeiro filho de Maria. Caso ela não tivesse outros, a palavra que deveria estar nesse versículo é "unigênito" que significa único. Maria teve mais filhos depois de Jesus. Lendo os Evangelhos, encontramos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?” (Marcos 6:3).

"Rainha do Céu" - Também não encontramos o título de "Rainha do Céu" sendo dado à Maria. A única que recebeu tal título ("rainha dos céus") era uma deusa pagã, pela qual o povo não quis obedecer a palavra do Senhor que lhe foi anunciada (Jeremias 44.16) adorando-a com incenso e libações e outras oferendas e sacrifícios (Jeremias 44. 17 -30), provocando assim a ira de Deus ( Jeremias 7. 18) e "andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante." (Jeremias 7:24). Você não acha coincidência e, ao mesmo tempo, estranho, darem à Maria o título de "Rainha dos Céus"? Isso tudo que se faz para Maria está muito parecido com o culto à rainha dos céus mencionada por Jeremias. Além disso, não encontramos na Bíblia outros nomes e títulos dados à Maria. E quando pregam que Maria é Rainha do Céu, ainda usam o texto de Apocalipse 12. Em Apocalipse 12:1 diz: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.”. Mais uma vez é usado o artigo indefinido... Onde fala que esta mulher é Maria, que foi a mãe de Jesus aqui entre os humanos? Não há menção do nome de Maria. Trata-se de uma profecia e não algo rotulado por homens como melhor aprouve-lhes.

Maria, "a intercessora (mediadora)" - Um outro equívoco cometido para a perdição dos católicos é dizer que o primeiro milagre de Jesus ocorreu com intercessão de Maria... Que engano! Quando lemos o texto, vemos a forma com que Jesus fala com Maria.Ela lhe disse: "Faltou o vinho". Jesus olhou para ela, dizendo: “Mulher, o que temos nós em comum?" (João 2.3,4), ou: "Mulher, o que tenho eu contigo?" Em outras palavras, Jesus estava querendo dizer que não era preciso que Maria intervesse naquilo que Ele poderia (e pode) estar fazendo. Mas porque Jesus falou isso com Maria? A resposta é que Jesus é o único Mediador entre Deus e nós (I Timóteo 2:5). A Bíblia diz que Ele é quem está à direita de Deus e intercede por nós (Romanos 8,34). Em Hebreus 7,25 lemos que Jesus pode salvar definitivamente os que POR ELE se chegam a Deus e vive sempre para interceder por eles. Se Jesus e Maria tinham algo em comum, foi até o nascimento Dele. O papel dela nessa história foi de dar à luz à Jesus e ser mãe dele. Nada mais que isso. Ela não seria intermediaria entre Jesus e seus seguidores. Ninguém prova na Bíblia que ela roga por nós, que advoga nossas causas, que é padroeira e que perdoa pecados. Numa das orações feitas à Maria, é dito "Eia, pois advogada nossa", sendo que ela não está no Evangelho como nossa advogada. Onde lemos isso? O que sei é que, se pecarmos, temos um Advogado que é Jesus (I João 2.1), pois se a Ele "confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1.9). Usar tal passagem de Atos 1,14 para justificar que Maria perseverava na oração com o intuito de ensinar que ela ora por nós é mais um equívoco. Maria fazia algo que todos devemos fazer como servos de Deus. Falando isoladamente, Maria era serva de Deus. Na Bíblia existe um versículo, exatamente em 1ª Tessalonicenses 5:17, que diz: "Orai sem cessar". E era o que Maria estava fazendo, era também seu dever como serva de Deus. E é bom lembrar que TODOS "perseveravam unanimemente em oração e súplicas" (Atos 1.14), não era ela somente. É interessante observar também que eles estavam orando COM MARIA e não à Maria.

A exaltação e louvor à Maria - Toda essa exaltação, culto e louvor à Maria não tem respaldo bíblico. O próprio Jesus não foi favorável quando alguns exaltaram a Maria. Dois dos textos bíblicos nos Evangelhos relatam isso. Lucas diz: "E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas Jesus disse: 'Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam'." (Lucas 11.27,28). Mateus descreve outro fato muito parecido: "E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos..." (Mateus 12.47,48, 49). Ou vocês acham que Jesus está se contradizendo no seu ministério?

Outros "santos" católicos - Como citei a cima, a declaração de Paulo foi:  "não nos pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor" (2 Coríntios 4:5). Paulo e os outros apóstolos não diziam: "Nos venerem! Seremos vossos padroeiros até depois de mortos!". Quando o centurião Cornélio, homem justo e temente a Deus, recebeu o apóstolo Pedro em sua casa, cometeu o erro de adorar a Pedro. O texto diz que " aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou, mas Pedro o levantou, dizendo: 'Levanta-te, que eu também sou homem'." (Atos 10:25-26). Os santos apóstolos não queriam e nem podiam ser considerados protetores em vida, muito menos podem ser invocados depois de mortos, pois isso é ESPIRITISMO, o que é condenado na Bíblia.

“...Não deixem que ninguém os engane com explicações falsas, mesmo que de fato pareçam muito boas” (Colossenses 2:4). Não caia nesse paganismo disfarçado de cristão onde indoutos e inconstantes torcendo as Escrituras para própria perdição eterna. Creia somente em Cristo Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal. Adore somente ao Senhor! Não divida o culto devido a Deus com outras entidades. O proprio Senhor diz:  "Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura" (Isaías 42,8). Não há salvação a não ser em Jesus! O resto é invencionice e idolatria. No trecho da canção "Nossa Senhora do Brasil" diz o seguinte: "É a salvação (?) a toda hora, É lágrima de quem não chora, Nossa Senhora do Brasil". O Senhor diz: "Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum" (Isaías 43:11), e crendo nisso, Pedro disse: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4,12). É nisso que eu creio! Se nossa fé estiver dividida entre Cristo e objetos e outros nomes, não cremos unicamente em Deus. Em nada ponho a minha fé senão na graça de Jesus, no sacrifício remidor, no sangue do Redentor. Tenho lido a Palavra de Deus e vejo que temos invalidado essa Palavra pela nossa tradição. Quero crer somente no nome de Cristo! "Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome" (Filipenses 2:9).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por visitar meu blog!