Feliciano diz que só sai da Comissão de Direitos Humanos se morrer


Pastor diz que só sai se morrer

Presidente da Câmara vai conversar nesta terça-feira com Marco Feliciano para pedir a renúncia dele

Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara
Alexandra Martins/Agência Câmara
Deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP)

Em entrevista ao programa “Pânico!”, da Rede Bandeirantes, veiculada no último domingo, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) voltou a dizer que não renuncia à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Desde que foi eleito ao cargo pelo PSC, diversas manifestações, incluindo abaixo-assinados online e manifestações de rua, pedem sua saída. No domingo, um “Beijaço do Repúdio” reuniu simpatizantes da causa gay contra Feliciano em São Paulo.

O pastor é acusado de homofobia e racismo, mas nega as acusações e afirma que renunciar seria “assinar atestado de confissão”.

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), já afirmou que acredita que o pastor não tem mais condições de presidir a Comissão, cujas reuniões seguem conturbadas e repletas de manifestações. Alves deve se reunir hoje com Feliciano e fazer novo apelo para que o pastor renuncie.

A conversa promete ser polêmica, já que Feliciano reiterou que permanece. Na entrevista para o “Pânico!”, ele decretou: “Fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário e acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer”. 

DECISÃO

O “Dia D” estipulado pelo presidente da Câmara para selar o destino de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos pode terminar sem uma solução. Assessores do deputado-pastor asseguram que ele não renuncia ao cargo.

Na semana passada, dirigentes do PSC se comprometeram a dar uma “solução respeitosa” a Henrique Alves, mas parecem não ter combinado com Feliciano, que tem dado seguidas declarações de que permanece onde está e confirma agendas da comissão até para a semana que vem.

O chefe de gabinete de Feliciano, o policial e pastor Talma Bauer, garante que o deputado não renuncia e comparou sua “trincheira” com a batalha de Henrique Alves para se eleger presidente da Casa. “O pastor Feliciano está bem firme e decidido a não renunciar”.

Fonte: A Gazeta

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