Pastores da Maranata são soltos pela justiça


Justiça manda soltar pastores da Maranata
Grupo estava preso havia oito dias, durante investigação sobre desvio de dízimo.

Uma decisão judicial colocou em liberdade, no final da noite de ontem, os quatro pastores da Igreja Cristã Maranata presos no último dia 12, acusados de coagir testemunhas durante investigações sobre desvio do dízimo na instituição.

O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) confirmou a decisão – assinada pelo juiz Marcelo Loureiro, da Central de Inquéritos da Comarca de Vitória – e disse que ela deveria ter cumprimento imediato.

De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), o documento de liberação poderia ser cumprido a qualquer momento, bastando sua apresentação pelo advogado dos acusados à direção do complexo prisional.

Prisões

No entanto, até as 22h30 desta quarta, todos os que estavam em unidades prisionais continuavam detidos. Carlos Itamar permanecia no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória; e Elson dos Reis e Amadeu Lopes, no Centro de Detenção Provisória Viana II (CDPV). Já Gedelti Gueiros havia obtido, no dia 12, o benefício de prisão domiciliar por ter mais de 80 anos de idade.

A assessoria de imprensa da Igreja Cristã Maranata afirmou que não comentaria o assunto. Os pastores foram presos durante operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPES), e pela Polícia Federal.

A assessoria de imprensa da Igreja Cristã Maranata afirmou que não comentaria o assunto. Os pastores foram presos durante operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPES), e pela Polícia Federal. 

Fundação tem 30 dias para defesa

O Tribunal de Contas do Estado determinou que a Fundação Manoel dos Passos Barros, da Igreja Maranata, tem 30 dias para esclarecer as irregularidades apontadas pela auditoria feita no repasse de verba pública para a instituição, que pode ter que devolver o montante de R$ 762 mil.


Entenda o caso 

Desvio de dízimo 

Em fevereiro de 2012, o Ministério Público Estadual abriu uma investigação criminal a partir de informações de que o dízimo doado por fiéis da Maranata era desviado por pastores, diáconos e fornecedores da igreja. O prejuízo estimado era de R$ 21 milhões, mas a Maranata recorreu à Justiça, pedindo o ressarcimento de R$ 2,1 milhões

Descaminho 

A Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) também investigam denúncias de que parte do dinheiro desviado teria sido usada para importar, de forma ilegal, equipamentos. O material comporia um sistema de audiovisual usado para transmissão de cultos

Acusados 

O então vice-presidente da igreja, Antônio Angelo Pereira dos Santos, e o diácono e contador Leonardo Alvarenga foram apontados, pela Maranata, como os responsáveis pela corrupção. Eles foram afastados e processados 

Mais envolvidos

Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram que outros pastores, incluindo o líder da igreja, Gedelti Gueiros, estariam envolvidos. Seus sigilos bancário e fiscal foram quebrados

Operações 

No fim de 2012, Gaeco e a PF realizaram a operação “Entre Irmãos”, com busca, apreensão e sequestro de bens da igreja e de pastores

Prisões 

No último dia 12, quatro pastores da Maranata – incluindo presidente Elson Pedro dos Reis, e Gedelti Gueiros – foram presos acusados de coagir testemunhas, promotores e uma juíza para garantir que as vítimas mudassem depoimentos prestados sobre as fraudes.

Fonte: Gazeta Online

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