Polícia investiga se morte de adolescente tem relação com seita satânica em Guarapari


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Reprodução TV Vitória

Foi enterrado na manhã desta terça-feira (30), o adolescente de 16 anos que foi encontrado morto dentro de casa em Guarapari. Os pais desconfiam que Allan Neves Brandini tenha feito um pacto de morte na internet.
O pai chorou só de lembrar a cena que encontrou em casa ao retornar da igreja acompanhado da mulher. “Naquele momento, tentando reavivá-lo, pedindo em oração: ‘Senhor, ressuscita meu filho’. A dor era tremenda. Eu tocava os pulsos dele e ele estava gelado. O impacto estrangulou ele, provavelmente ele tinha quebrado o pescoço”, disse o técnico em instrumentação Alexsandro Brandini.
Segundo os pais, Allan havia trocado a escola pelo vício em internet. Mãe e pai suspeitam que o filho tenha se enforcado depois de seguir uma seita satânica. “Ele começou a acessar a internet e no começo ele estava normal. Depois, começou se aliar aos emos e a se vestir de preto. Até então, eu achei que era coisa passageira, mas ele foi se aliando a coisa pior, aos góticos, que é uma seita satânica. De lá para cá ele já começou a ficar diferente, agressivo, a gente não podia falar nada com ele. Ele me agredia, me ameaçava de morte. Chamei ele e ficamos um tempão conversando. Falei de Deus para ele e disse que tinha uma solução ainda. Ele tinha feito um pacto com o diabo. Eu falei que ele era jovem, que tinha muita vida pela frente e ele disse que não chegaria aos 17 anos. Não passava pela minha cabeça que ele estava com o intuito de fazer aquilo naquele dia”, contou a diarista Beatriz Neves.
 A mãe lembra que os mesmos amigos que podem ter influenciado na decisão de Allan, sequer compareceram ao velório dele. “Espero que outros pais fiquem mais atentos ao que seus filhos fazem na internet porque tudo foi por causa das pessoas com que ele conviveu e que hoje, no mínimo, estão rindo ou zombando”, alertou Beatriz.
Pelo menos dois delegados devem investigar se, de fato, a morte de Allan está relacionada à seita satânica. Os pais do jovem se mostraram dispostos a colaborar com o trabalho da polícia. “Todos os equipamentos, o notebook que me pertence onde constam as senhas e todo tipo de acesso no perfil dele no Facebook e todas as pessoas que ali estão mencionadas. Estou pronto para oferecer à polícia de crimes virtuais tudo isso, inclusive o celular”, garantiu Alexsandro.
A mãe disse que a tragédia poderia ter sido evitada e lamenta não ter tido tempo para dizer ao filho mais velho o que sentia por ele. “Deixei de dizer que o amava muito. A gente nunca imagina o que ele iria fazer. Como ele estava muito atormentado, não tive tempo de abraçá-lo, nem de dizer que eu o amava”, lamentou Beatriz.
A morte está sendo investigada pela Delegacia de Crimes Contra a Vida de Guarapari e até o momento não há novidades sobre o caso.
Fonte: Folha Vitória

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