Pastor batista morre em acidente de moto na BR 101 no Espírito Santo




Lindenberg Raimundo Lima morreu praticando um de seus passatempos favoritos: andar de moto nos dias de folga

Uma colisão entre uma moto e um Fiat Uno, no KM 240 da BR 101 Norte, na região de Chapada Grande, na Serra, por volta das 18h30 de ontem, resultou na morte do pastor Lindenberg Raimundo Lima, de 34 anos. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal a colisão aconteceu enquanto um dos veículos atravessava a pista e foi atingido pelo outro veículo.

O pastor era ministro da Primeira Igreja Batista de Taquara II, na Serra e segundo um colega de ministério, o pastor Fábio, todas as sextas-feiras, Lindenberg costumava tirar folga e saia para aproveitar um de seus passatempos favoritos: passear de moto. “Infelizmente, hoje aconteceu essa tragédia’, afirmou Fábio.

Logo após o acidente, amigos e fiéis já postavam mensagens de condolências à família e deixavam despedidas e comentários sobre a vida de sacerdócio e exemplo deixada pelo pastor para os amigos e fiéis.

Weslei Lima, irmão de Lindenberg, informou à reportagem que o pastor era uma pessoa muito tranquila e alegre. Ele confirmou que o irmão tinha o hábito de passear de moto nos seus dias de folga, inclusive com outros pastores, mas que hoje tinha saído sozinho. “Estamos muito abalados com o que aconteceu. Vamos orar muito por ele e pedir o conforto do Senhor nessa hora”, lamentou.

Fonte: Gazeta Online

Família pede ajuda para jovem com distrofia muscular degenerativa na Serra.


ISSO NÃO É MAIS UMA DESSAS MENTIRAS QUE POSTAM NO FACE... ISSO NÃO É AQUELE NEGÓCIO DE COMPARTILHAR E O FACEBOOK DOAR... E ALGUÉM DIRÁ QUE ISSO É PARA O GOVERNO, MAS NÓS PODEMOS FAZER MAIS POR ELES.

Família foi esquecida pelas autoridades e necessita de apoio.

Drama na vida de uma família que mora em Serra Dourada, na Grande Vitória. Tiago, que hoje tem 17 anos, teve, logo após nascer, o diagnóstico de uma grave doença. Ele sofre de distrofia muscular degenerativa. 

Diante de tanto sofrimento, a tia do jovem, a dona de casa Cláudia da Silva de Oliveira resolveu gravar um vídeo narrando todas as dificuldades pelas quais o sobrinho e a família passam. "Não recebemos os medicamentos das autoridades, temos que pagar por eles, não temos acompanhamento médico para o Tiago. Pelo amor de Deus! Precisamos de ajuda do Estado", desabafa.

O vídeo foi enviado ao canal Eu Aqui por uma amiga de igreja de Cláudia. Ester Freitas, gerente de automação comercial, frequenta a Assembleia de Deus com a família de Tiago e vê de perto o sofrimento deles. "Eles não têm recursos e foram esquecidos pelas autoridades", comentou Ester.

Ajude

Enquanto as autoridades não olham por Tiago, a família precisa de ajuda emergencial. Quem puder doar qualquer quantia pode fazer depósito na conta da tia do rapaz.

Conta Corrente Bradesco
Agência 2612
Conta 14922-5

VEJA O VÍDEO: 




VAMOS AJUDAR! IREI FAZER O DEPÓSITO! FAREI A MINHA PARTE.

"Travesti com certeza foi uma vítima de pedofilia", polemiza Magno Malta


"Travesti com certeza foi uma vítima de pedofilia", diz Malta.
Senador considera que a pedofilia "conduz ao homossexualismo".


O senador Magno Malta (PR-ES), que presidiu a CPI da Pedofilia, disse que os travestis "com certeza" foram abusados na infância ou na adolescência. A declaração foi dada ao site de notícias SRDZ.  Malta fez as afirmações ao comentar sobre uma decisão da Justiça holandesa que autorizou a existência de uma associação de pedófilos no país.

"Quando a gente encontra um jovem travesti, com certeza é uma vítima da pedofilia. A criança abusada pode virar um abusador e começa uma geração de pedófilos. Pedofilia não é propriamente homossexualismo, mas conduz para a mesma prática", declarou Magno Malta, segundo o site.

A reportagem informa que o parlamentar também fez referência a gays, lésbicas, transexuais e travestis como uma "geração" criada a partir da pedofilia. "A pedofilia causa verdadeiramente a desintegração da sociedade criando uma geração de homossexuais, transexuais, casais de lésbicas, gays e milhares de travestis, gerando um grande universo de prostituição e desvio de conduta", disse Malta.

Fonte: Gazeta Online

Pastores da Maranata movem 16 ações contra dois jornais capixabas por estarem publicando matérias de desvio de dízimo


Pastores da Maranata movem 16 ações contra a Rede Gazeta

Processos foram ajuizados no mesmo dia, em comarcas de quatro cidades mineiras.

Dezesseis ações estão sendo movidas na Justiça por pastores da Igreja Maranata contra os jornais.
A GAZETA e Notícia Agora, ambos da Rede Gazeta. Elas questionam matérias que vêm sendo publicadas desde o ano passado e que tratam do desvio de recursos do dízimo doado pelos fiéis. Esse esquema ocasionou um rombo no caixa da igreja, fato que a própria instituição admite.
Todos os processos foram ajuizados no último dia 21 de fevereiro, em comarcas de quatro cidades mineiras: Belo Horizonte, Betim, Contagem e Divinópolis. São locais distantes da sede comercial da Rede Gazeta, em Vitória, o que força o deslocamento de advogados que farão a defesa da empresa. “É uma conduta que se caracteriza como assédio processual e tem o objetivo de impingir um alto custo para a defesa”, diz o advogado da Rede Gazeta Pablyto Robert.

Semelhanças

Apesar de terem sido protocoladas em cidades distantes, num raio de 150km, as ações guardam em comum muitas semelhanças: são assinadas pelo mesmo advogado, foram apresentadas no mesmo dia, distribuídas simetricamente – quatro processos para cada cidade – e possuem os mesmos textos.

O advogado Pablyto Robert destaca que é pouco provável 16 pessoas se sentirem ofendidas, pelos mesmos motivos, em cidades diferentes e encontrarem o mesmo advogado. E mais: difícil reclamarem na Justiça de matérias publicadas em jornais que não circulam em suas cidades. “Os sinais são claros de que há uma estratégia encabeçando essas ações”, observa Robert.

Não há dúvidas, acrescenta o advogado, de que as ações são um claro ataque à liberdade de imprensa. Acrescenta que o objetivo é um recado velado: “Se continuarem com a cobertura jornalística, as ações vão se multiplicar”.

Para o diretor-geral da Rede Gazeta, Carlos Fernando Lindenberg Neto, é lamentável o fato de que haja indícios, nas ações promovidas por pastores da Maranata, de intimidação ao trabalho jornalístico. “Estamos tranquilos, porque cumprimos o nosso papel de informar os leitores sobre o que estava acontecendo”, destaca o diretor, acrescentando que as informações foram publicadas também em defesa dos fiéis da igreja.

Ataque

Além da Rede Gazeta, outras pessoas foram alvo de ameaças e processos, como os promotores do Grupo de Atuação e combate ao Crime Organizado (Gaeco), que conduzem as investigações. Eles foram denunciados até no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

No mês passado, quatro pastores – incluindo o presidente interino da Maranata – foram presos sob a acusação de ameaçar testemunhas. Uma delas foi uma juíza que depôs à Polícia Federal, afirmando ter sido ameaçada em seu gabinete. O objetivo era garantir que fossem alterados depoimentos já prestados sobre o desvio de recursos do dízimo. De pelo menos 20 pessoas ameaçadas sete chegaram a alterar suas declarações após intimidações.

Investigação

Já há até uma solicitação de investigação contra um promotor de Minas Gerais – Marco Antonio Picone Soares –, mesmo Estado onde tramitam as ações contra a Rede Gazeta. A proposta é do juiz da Vara de Central de Inquéritos, Marcelo Loureiro, que autorizou o empréstimo de provas para o Ministério Público Estadual de Minas Gerais para que se abrissem investigações contra o promotor, que é pastor da Maranata.

Picone é apontado como uma das pessoas que ameaçaram a juíza. O MP mineiro não confirmou a abertura de processo contra o promotor, alegando que esse tipo de ação tramita na Corregedoria, em sigilo.

Textos das ações são todos iguais

As argumentações e os textos das 16 ações movidas contra a Rede Gazeta são exatamente iguais. “Em cada processo só muda o nome da pessoa e a cidade”, explica o advogado da Rede Gazeta Pablyto Robert.

Com as mesmas frases e expressões, os pastores alegam que se sentiram ofendidos com as reportagens e “que as notícias estão embasadas em especulações e denúncias sem conhecimento oficial”, diz o texto das ações. Há ainda acusações de que a Rede Gazeta “violou os limites da liberdade de manifestação” ao publicar matérias “que não condizem com a verdade dos fatos”. Acrescentam que não possuem com a igreja “vínculo empregatício nem remuneração”.

Todas as matérias publicadas pela Rede Gazeta decorrem de denúncias de fiéis e de investigações da própria igreja. E também de processos que tramitam na Justiça, fruto de outras investigações, feitas por Ministério Público Estadual e Federal, Polícia Federal e Receitas Federal e Estadual. O material está respaldado por documentos obtidos pelos jornalistas da Rede Gazeta.

Universal processou Folha de S. Paulo

Pastores e membros da Igreja Universal moveram, em 2008, ações contra o jornal Folha de S. Paulo e contra a jornalista Elvira Lobato. Eles também alegaram na Justiça que se sentiram ofendidos com a publicação da reportagem “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, publicada em dezembro de 2007.

A maioria dos processos foi ajuizada em comarcas remotas, em vários Estados brasileiros, levando o deslocamento de advogados e jornalistas pelo país afora. E os adeptos da Igreja Universal também utilizaram, em suas ações, textos semelhantes e até as mesmas frases.

Todas as ações da Universal foram rejeitadas pela Justiça. A última decisão foi confirmada posteriormente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A série de processos movida pela igreja foi classificada pelo juiz Edinaldo Muniz dos Santos como “assédio judicial”. Ao todo, foram movidas três ações pela Universal e 110 por seus fiéis contra o jornal Folha de S. Paulo.

O outro lado Igreja: se ganharem na Justiça, pastores vão doar valor das indenizações

Em nota, a Igreja Maranata informou que “não está processando qualquer órgão de imprensa nem teve influência sobre a decisão de 16 pastores que julgaram ter suas honras ultrajadas pela maneira como o jornal divulgou reportagens”, diz a nota. Acrescentou que “os pastores ingressaram no Juizado Especial Cível, como pessoas físicas, pois julgaram que o jornal extrapolou na forma como retratou símbolos sagrados para a Igreja, como a Bíblia”. Informa ainda que não foi consultada a respeito dos processos e que os pastores estão sendo representados por um único advogado por se tratar de uma causa comum a todos. Informa ainda que, “caso sejam julgadas procedentes as ações, os pastores concordaram em doar o valor integral das indenizações a uma instituição de apoio a menores”. Já o promotor Marco Antonio Soares Picone informou que apresentou a sua defesa aos órgãos competentes.

Fonte: A Gazeta

Evangélicos no Espírito Santo falam sobre homossexualidade em reportagem especial de A Gazeta


O Jornal A Gazeta deste domingo trás uma reportagem especial sobre opiniões de evangélicos capixabas contra a homossexualidade. Veja:

Homossexualidade: evangélicos querem direito de discordar.
Eles desejam expressar suas crenças sem recriminação.

O casal Flávia Vaz, 36, e Mário Vaz Júnior, 39, são evangélicos da Igreja Missão Praia da Costa, em Vila Velha. Eles educam seus três filhos a partir dos preceitos bíblicos repassados por seus pais e que contemplam valores de uma família tradicional. Neles não está incluída a aceitação da homossexualidade, tema de muitos debates em todo o país.

Foto: Bernardo Coutinho
Bernardo Coutinho
Flávia Vaz e o cirurgião pediátrico Mário Vaz Júnior


Valores que o casal Flávia, que é psicóloga, e Mário, cirurgião pediátrico, assim como milhares de outros evangélicos no Brasil, querem defender. E mais, querem ter o direito de expressar suas crenças sem nenhuma recriminação. Pregam o respeito, mas também não querem ser perseguidos por discordarem do casamento gay e das alterações na legislação para a criminalização da homofobia.

Atualmente, em ânimos para lá de exaltados, deputados e senadores discutem projetos de lei que visam a ampliar os direitos dos homossexuais, com forte oposição dos evangélicos. Declarações bombásticas do pastor Silas Malafaia e do deputado e pastor Marco Feliciano, presidente da 
Comissão de Direitos Humanos da Câmara, acrescentam pólvora aos debates cada vez mais acalorados e artistas assumem a bandeira e divulgam publicamente sua orientação sexual – a exemplo da cantora baiana Daniela Mercury que trocou alianças com uma mulher na última semana. 

Para fiéis e pastores, existe hoje, no país, uma tentativa de impor uma “ditadura homossexual”.
Para o pastor da Igreja Presbiteriana Praia de Itapoã, Jean Freitas, querer qualificar de retrógrada a opinião contrária só prejudica o debate e é um meio de tentar desqualificar qualquer pensamento contrário. “Em um estado democrático de direito, qualquer pessoa tem o direito assegurado na Constituição ao livre pensamento”, afirma. Ele acrescenta que as pessoas não apenas podem como devem se posicionar contra o casamento homossexual.

E Freitas vai mais longe: afirma que essa é uma postura que envolve a expressão da fé bíblica. A ideia de casamento, garante o pastor, só é possível entre um homem e uma mulher. “Não expressamos o que queremos, mas o que encontramos claramente na Bíblia. Dizer não ao casamento igualitário, como sugere o movimento gay, não é concordar com perseguição ou discriminação”, afirma.

Bíblia

Pastores e fiéis lançam mão dos próprios textos bíblicos para justificar suas posições e fazem críticas severas aos projetos que tramitam tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. O pastor Antônio Carlos Gonçalves Affonso, da 2ª Igreja Batista em Cobilândia, cita o capítulo 1 da Bíblia, da epístola que o apóstolo Paulo escreve aos romanos, como uma das passagens do evangelho que consideram a homossexualidade um erro.

Segundo ele, a homossexualidade e a idolatria são descritos no capítulo como pontos máximos do pecado da humanidade, aos quais Deus desaprova. O pastor faz referência ao verso 27. “’E semelhantemente também os varões deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sexualidade uns para com os outros, cometendo torpeza, recebendo em si mesmos a recompensa que convinha com o seu erro’. O texto chama de erro. Essa é a posição bíblica”, diz o pastor Antônio Carlos, alertando que a “igreja precisa estar preparada para suportar até uma perseguição, que é o grande temor dos evangélicos”.


Foto: Gabriel Lordêllo
Gabriel Lordêllo
Lincoln de Paula Júnior e a esposa Priscila, 40, são líderes na Igreja Presbiteriana Praia de Itapoã, em Vila Velha


Membro da igreja Presbiteriana, o jovem Thiago Simões Lacerda, 24, formado em Direito e estudioso da Bíblia diz que a homossexualidade é pecado, e não deve ser confundida com crime, nem com doença.

“É pecado porque não cumpre o desígnio de Deus para a sexualidade, que é uma expressão física do casamento. E casamento é a companhia pactual entre homem e mulher. Compreendemos isso de vários textos bíblicos, a exemplo de Gênesis 1 e 2; Mateus 19; Romanos 1; 1 Coríntios 6; e Efésios 5. Nesses textos, vemos que homem e mulher são complementares”, justifica.

Thiago ressalta que Jesus não era condescendente com o pecado. “No Evangelho de João, Jesus disse à mulher adúltera ‘eu não te condeno’ e também ‘não peque mais’. O mesmo se aplica à homossexualidade”, pontua.

Direito de expressar opiniões

O casal Lincoln de Paula Júnior, 51 e Priscila, 40, são líderes na Igreja Presbiteriana Praia de Itapoã, em Vila Velha. Gerente de Informática, Lincoln diz que hoje há uma apologia à homossexualidade. “Sou contra qualquer tipo de preconceito, mas quero ter o direito de expressar minhas opiniões sem ser tachado de homofóbico”. Ele diz ainda que discordar de comportamentos que agridem suas crenças, é conflito de valores e não preconceito. “O projeto de criminalização da homofobia incentiva a discriminação aos heterossexuais. Valores estão sendo desconsiderados em nome de uma suposta liberdade de opção. É uma minoria querendo privilégios em cima da maioria, por isso não vejo espaço para dispositivo legal que trata como crime a discriminação de homossexuais”, ressalta.

Discordar não é discriminar

“Quero a liberdade de ser eu mesma. Não quero impor minha crença a ninguém, mas também não vou me calar”, diz Flávia Vaz, 36. A psicóloga, que é casada com o cirurgião pediátrico Mário Vaz Júnior, 39, diz que não quer ser rotulada como anormal e obsoleta por discordar da homossexualidade. “É um comportamento que surge a partir de experiências de vida, referências, aspectos hormonais, inclinações e escolhas. Me sinto no direito de discordar enquanto cristã, mas nunca desrespeitar”, afirma. Mário, por sua vez, diz que os projetos que tramitam no Senado e na Câmara dos Deputados para ampliar os direitos dos homossexuais precisam ser amplamente debatidos. “Discordar não é discriminar. A Bíblia prega o equilíbrio e também defendo isso”, pontua.

Mudança nas leis

Casamento Igualitário
Projeto de lei

O projeto de lei do Casamento Igualitário, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), pretende alterar artigos da Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002, para reconhecer o casamento civil e a união estável entre pessoas do mesmo sexo. O projeto foi apresentado no dia 8 de abril deste ano e está na Comissão de Seguridade Social e Família. Ele ainda deve passar pela Comissão de Direitos Humanos, mas não é obrigado a passar pelo plenário

União estável 
Homossexuais

O projeto de lei, de autoria da senadora Marta Suplicy (PT-SP), propõe que a união estável entre homossexuais seja incluída no Código Civil, com a possibilidade de conversão em casamento. Para a união estável ser convertida em casamento, é preciso que o casal declare em cartório não ter impedimentos para casar. Também deve indicar o regime de bens que pretende adotar, como ocorre nos casamentos heterossexuais. O projeto foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos do Senado, mas ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, pelo plenário e pela Câmara

Estatuto
Assinaturas

Proposta com um longo caminho pela frente, pois pretende criar o Estatuto da Diversidade Sexual por iniciativa popular. Antes de tudo, são necessárias mais de um milhão de assinaturas para que seja encaminhado ao Congresso. A proposta criminaliza a homofobia, reconhece o direito à livre orientação sexual e iguala os direitos fundamentais entre heterossexuais e LGBTs. Também estende o direito ao casamento civil, à adoção de filhos, à reprodução assistida por meio do Sistema Único de Saúde, à cirurgia de adequação do aparelho sexual, à identidade de gênero também pelo SUS, e à troca do nome em documentos e registros

Cura Gay
Tratamentos

O projeto de decreto legislativo 234/11, conhecido como projeto de Cura Gay é de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO). A proposta suspende a aplicação de dois dispositivos do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe profissionais de usarem a mídia para reforçar preconceitos contra homossexuais ou propor tratamento para curá-los. O projeto de Campos recebeu parecer favorável do colega evangélico Roberto de Lucena (PV-SP), relator da matéria na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Agora o projeto tramita na Comissão de Direitos Humanos, liderada por Marco Feliciano

Criminalização 

PLC 122 

O projeto de lei complementar 122/2006 modifica a Lei do Racismo para criminalizar também os atos de homofobia. É prevista a reclusão de um a três anos para quem tiver condutas discriminatórias, como recusar o atendimento a gays em bares e restaurantes. O projeto tem forte oposição da bancada evangélica, que teme perder o direito a liberdade de opinião. O projeto está em análise na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Se aprovado, deverá ser encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Pastores criticam projeto

O projeto de lei complementar 122/2006 que criminaliza os atos de homofobia tem acalorado as discussões no Senado. Na visão do movimento LGBT, a falta de leis aumenta os crimes de ódio contra gays e lésbicas. Mas os evangélicos temem censura e querem a inclusão no texto do projeto o direito a liberdade de opinião contrária, sem que isso seja caracterizado como homofobia.

“O projeto é inconstitucional e, se aprovado, pode gerar precedentes absurdos. Há causas maiores que devem ser discutidas pelos políticos como a superlotação de hospitais”, opina o pastor Simonton Araújo, da Igreja Missão Praia da Costa.

Outro argumento é que a constituição já garante a defesa de todos os cidadãos, não sendo necessária uma nova lei para assegurar os direitos dos homossexuais. “A Constituição deveria ser colocada em prática. Sou contra privilegiar esse ou aquele grupo. Que as leis sejam, então, para defender os direitos de todas as minorias”, diz o pastor Antônio Carlos Affonso. O projeto tramita na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Algumas alterações já foram feitas, mas o senador Paulo Paim promete apresentar um novo texto neste ano, mais amplo, definindo os crimes de ódio e de intolerância. 

Fonte: Gazeta Online e A Gazeta